sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Dom de Amor

Quando criança observava minha mãe costurar, ao lado dela, sentada no chão,  escolhia pequenos retalhos, agulha, linha e ia aos poucos aprendendo a costurar a mão pequenas roupinhas para minhas brincadeiras com bonecas. Minhas amigas também gostavam de ver, e logo encomendavam para vestir suas bonecas também. O som da máquina de costura, do corte reto da tesoura nos tecidos, o jeito de alinhavar, estão gravados na minha memória. Com afeto, ela me ensinava sobre costura, corte, pontos e cores. Minhas bonecas tinham calça jeans, botas, saias godê, roupas de banho e tudo mais que minha imaginação conseguisse tecer, o que eu não conseguisse, minha melhor professora me ensinava, explicando com clareza o porque de cada corte e como costurar pra tudo dar certo no final dos pontos. Sempre tive prazer em falar da profissão de minha mãe, afinal, transformar tecido na roupa que enfeita a menina ou nos aquece das noites frias, foi sempre motivo de admiração e que ainda hoje, para mim, tem um certo mistério. Afinal, costurar é dom de amor. Isso eu aprendi com minha mãe. 

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