
É incerto, penso e sinto coisas diferentes. Tudo está se chocando, se encontrando, talvez! Mas não tenho total clareza do que sinto. Sei que coisas boas estão por vir. Eu doce e amarga, andando sem destino; posso saber o que vou fazer, mas não sei por onde ir. Procuro ir devagar, mas tenho uma sede praticamente insaciável de chegar rapidamente ao pote. Tenho medo de se molhar com o guarda – chuva. Penso, penso, e nada do que me conforta. Hoje, estou rodeada de tantas interrogações que, nem sei descrevê-las.
Não sei... A beleza da vida me atordoa. Quero muito, mas às vezes, quando chego ao pote, a sede passa. Existem pessoas que chegam e simplesmente passamos a amar de uma forma que nem sabemos explicar. Um amor embalado com carinho e com vontade de não sair de perto, de conversar sobre as coisas mais banais, sobre qualquer coisa, saber o que ele pensa e como pensa, saber como está vendo a lua hoje, ou como foi o pôr-do-sol pra ele, saber como foi o dia... O que lhe agradou e o que lhe indignou. Como é o seu dia, com quem gosta de estar. O filme que viu no final de semana, o livro que ta lendo, (e logo lhe dá vontade imediata de ler o livro também). Vontade de sentar no chão, na areia, no colchão e conversar sobre o absurdo. Rir com a palhaçada do outro, com o jeito do outro. Sair a andar sem amarras, sem caminho certo, sem hora pra chegar, e simplesmente viver, nem que seja por um instante, a felicidade do outro.
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