E assim se fez o encanto
A cada claro do dia
A cada sombra da noite
Serenamente
E dois, de algum modo é um
Em leves passos, sorrisos, gestos
O encanto que um dia fora nascente
Hoje é amor e cuidado
Quão desatentos são
Podem fazer germinar sementes
Sorrir, chorar em qualquer lugar
Isso já não importa
A estrada é um sem fim
E no passo, vontade de caminhar
Biu
quarta-feira, 25 de março de 2009
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Pronto!!!
Pudera então gritar: Proooonto!
O dia vai estar perfeito
O sorriso será como o ar
O agora
Nada mais que o agora...
Amor, noites e livros
Pequenos detalhes
Ir, vir, voltar, parar
E tudo parecer o agora
O agora
Nada mais que o agora...
foto: meu xêro
Binha
Binha
A Tarefa Pensar
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Num Instante

Na barriga, um frio um tanto deságradável. Palavras meio tronchas, saiam atropeladamente. Não se importavam com o que poderia estar à frente, nas escondidas ou nos pensamentos alheios. Palavras, pequenas. Iam rapidamente formando um conjunto, meio que no vazio. Os olhares centrados passamvam tranqüilidade e agonia. Idéias davam saltos na cabeça e saiam como um impulso natuaral. A anestesia perdurava por mais alguns instantes. Enfim. Um pronto saiu meio seco de duas bocas ao mesmo tempo. O passo inicial foi dado. Um estímulo? Sem dúvida.
Um ReEnCoNtRo
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
TeMpOs MoDeRnOs

Eu vejo a vida
Melhor no futuro
Eu vejo isso
Por cima de um muro
De hipocrisia
Que insiste
Em nos rodear...
Eu vejo a vida
Mais clara e farta
Repleta de toda
Satisfação
Que se tem direito
Do firmamento ao chão...
Eu quero crer
No amor numa boa
Que isso valha
Pra qualquer pessoa
Que realizar, a força
Que tem uma paixão...
{...}
Hoje o tempo voa amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Não há tempo
Que volte amor
Vamos viver tudo
Que há pra viver
Vamos nos permitir...
Lulu Santos
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Batismo de Sangue
Liberdade
Não ficarei tão só no campo da arte,
E, no ânimo firme, sobranceiro e forte,
Tudo farei para ti exaltar-te,
Serenamente alheio a própria sorte.
Para que eu possa um dia comtemplar-te,
Dominadora, em fervido transporte,
Direi que és bela em toda parte,
Por maior risco em que essa audácia importe.
Queira-te eu tanto, e de tal modo em suma,
Que não exista força humana alguma
Que esta paixão embriagadora dome.
E que se eu por ti, torturado for,
Possa feliz, indiferente à dor,
Morrer sorrindo e murmurar teu nome.
(Carlos Marighella - poema escrito enquanto estava preso em 1939 no Presídio Especial de São Paulo)
Não ficarei tão só no campo da arte,
E, no ânimo firme, sobranceiro e forte,
Tudo farei para ti exaltar-te,
Serenamente alheio a própria sorte.
Para que eu possa um dia comtemplar-te,
Dominadora, em fervido transporte,
Direi que és bela em toda parte,
Por maior risco em que essa audácia importe.
Queira-te eu tanto, e de tal modo em suma,
Que não exista força humana alguma
Que esta paixão embriagadora dome.
E que se eu por ti, torturado for,
Possa feliz, indiferente à dor,
Morrer sorrindo e murmurar teu nome.
(Carlos Marighella - poema escrito enquanto estava preso em 1939 no Presídio Especial de São Paulo)
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